Tive a idéia de fazer uma linha cronológica da minha produção, para ficar clara as mudanças e amadurecimentos com o tempo e a persistência hehehe …
Minha arte ficou bem marcado pela técnica da colagem, que com certeza me chamou a atenção devido ao grande uso no Punk Rock, desde aquela arte tradicionalissima dos Sex Pistols, passando pelo Dead Kennedys, Crass, até chegar em influências mais próximas como por exemplo eram as artes da banda curitibana Morte Asceta, como olhei aquele encarte do LP para ter idéias hehehe …
Algumas coisas são desnecessárias de se mostrarem aqui, por serem bem amadoras e sem muita consistência artística, sem dúvidas era o início de um trabalho, porém ainda sem uma identidade.
O ano de 2006 marca bem essa época, pq foi o ano que comecei realmente a produzir colagens (já tinha tido diversas experiências antes, porém com trabalhos muito isolados um do outro), bati bastante a cabeça, fiz muita coisa feia, recebi muitas críticas, muitos elogios e fiz uma porrada de cartazes de shows punks, muitos em companhia da minha sempre parceira Carol, ambos totalmente crus, mas sem medo de sermos felizes hehehe. Foi um ano relativamente produtivo, fizemos um zine juntos, chamado Sem Valor e cartazes, tá valendo.
Já 2007, eu simplesmente sofri de um ostracismo gigante, produzi muito pouco, sério, qse nada, até que no final do segundo semestre, insatisfeito com meu trabalho, comecei a dar um gás em pesquisas, em zines, livros, bibliotecas, internet, enfim, fui correr atrás do prejuízo, e foi o começo de uma nova era, experimento é a palavra que marca essa fase.
Hoje em dia, acho um pouco limpo demais, talvez até inocente essa produção iniciada em novembro de 2007, mas tem um grande valor, pq marca meu retorno as artes de uma forma louca, realmente me apaixonei pela coisa e me dedico intensamente até hoje a essa produção que depois desse start não cessou.
Pontos que destaco nessa “nova” produção, seria a utilização de imagens publicitárias antigas, substituindo as fotos de celebridades de Revista Caras (acreditem, essa revista não serve nem para colagem), utilização de letraset de forma desenfreada, retículas de outdoor e muito, mas muito xerox.
Caso necessite de uma definição com imagem, sem dúvidas seria essa :

Fiz da forma mais despreocupada do mundo, e simplesmente pirei, gostei demais mesmo… não consegui parar mais hehehe …
Separei algumas artes que marcam bem essa nova trajetória, e que mesmo após dois anos ainda me agradam:
Claro que em sua maioria, tenho critícas e dificilmente faria igual novamente, mas o que importa é que foi o ínicio do que veio a se tranformar a minha arte.